Molotov




 

QUADRINHOS POLITICAMENTE INCORRETOS













 Escrito por Seborréia às 11h49
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PAZ, MODERAÇÃO, PASSIVIDADE E CRISTIANISMO







Dois Milênios de História. O Cristianismo, doutrina do profeta de Nazaré, alterou substancialmente o Ocidente em pouco tempo. Os deuses Gregos ficariam surpresos ao saber da notícia.
Do alto do Monte Olimpo, Zeus lançaria raios e tempestades em direção à Terra, ao saber que existe um Deus mais poderoso do que ele mesmo.
“Um Deus onipresente?? Quanta bobagem!!!”
Apolo, deus da Guerra, ficaria enfurecido ao saber que inúmeras Cruzadas foram criadas em nome de Deus e da santa Igreja.
“Que absurdo!! Gastarem tanto ouro para conquistar a ínfima Jerusalém!!”
Afrodite, em sua sublime delicadeza, zombaria do vestido branco das noivas, dos votos de castidade e da sexualidade reprimida.
“Os cristãos?? Esses fingem não saber o que existe por trás do olhar malicioso de uma mulher.....”
Mas quem ficaria realmente surpreso ao saber da vitória cristã seria Dionísio.
“Mas que moralidade é essa na qual o padre bebe vinho na missa e o homem se sente culpado em se embriagar??”

A civilização cristã possui inúmeros paradoxos. Carlos Bacellar, professor de História do Brasil Colonial, docente da Usp, levantou uma questão relevante a respeito dos casos de crianças abandonadas em grandes cidades. Diferentemente do que a grande Mídia acredita, os casos de crianças vivendo em condições precárias não são um caso próprio do mundo moderno, mas sempre ocorreram com freqüência em toda a História da Humanidade. E as sociedades onde elas mais estão presentes são as sociedades Cristãs, particularmente entre o CATÓLICOS. Mas não são os católicos que mais protegem a Família??? Ironias da História.... Os Católicos não protegem a Família, e sim os valores da Família. E de preferência a Família monogâmica-puritana-dogmática-patriarcal-proprietária-tradicionalista.

Com o advento do Protestantismo, o Cristianismo teve as suas estruturas abaladas. Se foi um avanço ou um retrocesso, não me importa. Mas um fato marcante foi que, com o Protestantismo, (leia-se Calvinismo), a Moral cristã uniu-se irreversivelmente à ideologia do Trabalho. Durante a Idade Média, grande parte da riqueza gerada pelas forças produtivas era gasta com prazeres mundanos. As festas populares, o Carnaval e as orgias eram freqüentados por todas as classes sociais, sem restrição. Calvino afirmou que o capital gerado pelo trabalho deve ser aplicado em mais trabalho. Segundo Max Weber, esse foi o impulso inicial para o fortalecimento da burguesia e do acúmulo de capital. Como diria nosso caro amigo Henry Ford... “Time is Money”... Estava formado, portanto, o embrião da sociedade escrava do Trabalho.

O Cristianismo também ajudou a fortalecer aquilo que muitos pensadores chamam de “Moral do Rebanho”. A crença no Paraíso e a promessa de uma existência eternamente gloriosa fazem com que o ser humano comum leve uma vida de moderação e passividade. A Vida em si, a existência terrena, não é o fim último do ser humano. Pelo contrário. A vida na Terra só é uma passagem, uma ponte que leva a alma para a eterna companhia de Deus. Portanto, os homens que seguirem uma conduta de humildade e resignação serão salvos. Aqueles que se opuserem à vontade de Deus terão um fim trágico... “Seja feita a vossa vontade, assim na Terra, como nos Céus”. No Cristianismo não há espaço para a Individualidade. O homem não é dono de si mesmo, o corpo é um templo divino e não deve ser usado para fins “pecaminosos”. O Cristão não é dono nem do próprio destino, já que a vontade divina é superior à vontade do homem. Para a maioria da população religiosa, a História do homem não é escrita pelo próprio homem, mas pelos mandos e desmandos do Céu e do Inferno. “As coisas melhoram, se Deus quiser...” parece que não, mas só essa frase resume grande parte do ideal Cristão. A estrutura social não é modificada de acordo com todos os membros da sociedade. As mudanças sempre vêm de cima para baixo, e não o contrário. Dessa maneira, quem está por baixo nunca será agente da transformação social, mas apenas um mero integrante de um jogo de Xadrez. E de preferência o povo será o Peão. O escudo humano que protege os mais fortes, e acredita que essa será eternamente a sua função.

O COQUETEL MOLOTOV EXIGE O FIM DA PASSIVIDADE. ESTAMOS CRIANDO UMA NOVA REALIDADE, SUPERIOR A TUDO QUE JÁ EXISTIU. VAMOS DESTRUIR A TUA VELHA SOCIEDADE E CRIAR UMA MORAL PÓS-CRISTÃ, ONDE O CORPO DEIXA DE SER UMA PUNIÇÃO, A TERRA UM VALE DE LÁGRIMAS, A VIDA UMA CATÁSTROFE, A INTELIGÊNCIA UMA PRESUNÇÃO, O PRAZER UM PECADO E AS MULHERES UMA PERDIÇÃO.

A RELIGIÃO NUNCA FOI TÃO RIDICULARIZADA COMO ESTÁ SENDO NOS DIAS DE HOJE. COM TODAS ESSAS CONTRADIÇÕES, O CRISTIANISMO AINDA ACREDITA QUE A SUA VISÃO COVARDE DE MUNDO DEVA SER ACEITA POR TODOS.



“O QUE QUEREMOS, DE FATO, É QUE AS IDÉIAS VOLTEM A SER PERIGOSAS”.
PARIS-1968


COQUETELMOLOTOV.ZIP.NET
SUBVERSÃO E DESOBEDIÊNCIA CIVIL



 Escrito por Seborréia às 13h19
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Educação


Iae, rapaziada, firmeza? Só na vida loka? Então é nóis... então, eu fiz um trabalho pra escola sobre O Papel da Educação No Desenvolvimento do País. Aí resolvi pegar o texto do Seborréia sobre trabalho (O Fim da Alienação do Trabalho ou a Ascenção e Queda de um Deus) postado logo abaixo e desenvolver uma analogia entre estudo e trabalho. Trabalhar e estudar são coisas mais próximas do que parecem.


Eis que:


Educação: Extensão do Trabalho


O primeiro parágrafo já é a denúncia de que o trabalho tem mais em comum com o estudo do que se possa imaginar. A seguir, ele compara duas óticas em oposição uma à outra. A primeira delas foi vítima de uma zombaria quase que sem esforço, já que é de interesse de um capitalista como Henry Ford o interesse do indivíduo pelo trabalho. Pois, dizendo o contrário, estaria contrapondo a lógica de seus métodos de produção e os interesses individuais de pessoas comuns (que inclusive trabalham para ele).
Dessa forma, Henry Ford está bem representado no meio acadêmico. Dá para contar nos dedos os professores que pensam e dizem o oposto da frase citada. É um discurso amplamente difundido e aceito, nem que seja na marra (de novo recomendo que se assista “Tempo Modernos” do Charles Chaplin) tanto no mundo do adulto como no mundo da criança. Não nos esqueçamos de que determinada moral específica - e burguesa, por sinal - que sustenta o Estado. Dessa forma, Henry Ford já afirma, sem gaguejar nem ficar vermelho e sem graça, que o trabalho é o direito moral básico. Isso, acredito que seja a confirmação do exposto acima que os métodos de produção sempre estiveram intimamente ligados à moralidade.
Já o trecho transcrito da obra de Marx apresenta uma interpretação mais crítica do trabalho. O trabalho é apontado como contradição de si mesmo, uma vez que sua própria lógica determina que o tempo necessário para a produção seja reduzido ao máximo, ao passo que o conceito marxista de “valor” aponta para o tempo de trabalho em referência à sua construção econômica (do termo “valor”). Ou seja, o valor é constituído de tempo de trabalho e o processo histórico aponta para a redução do ambos, valor e tempo de trabalho, já que são diretamente proporcionais.
Na escola, isto se manifesta também, no entanto com algumas ponderações a fazer. Sendo o conteúdo letivo fiel aos meios de produção, o objetivo é facilitar ou mesmo anular algumas operações desnecessárias ou improdutivas, assim como desenvolver no aluno faculdades operacionais em diversos setores divididos por disciplinas, divididas segundo o processo e desenvolvimento histórico da modernidade, obviamente sem nenhuma preocupação com a crítica e a reflexão, onde a massificação dos alunos em torno do uniforme, do regimento e da ideologia da escola não permite que manifestações de expressão individual fora da linha regimentar da instituição seja reprimida, culminando, inclusive, em expulsão do aluno. Mas voltando à questão inicial do parágrafo: se todos esses esclarecimentos oferecidos pela instituição são para tornar mais eficiente e produtiva nossa relação com o mundo, por que insistimos abolir a crítica sobre o conhecimento e privilegiar informações que, ao longo dos anos, percebemos que nos foram inúteis, no sentido prático da palavra? Por que o conhecimento específico, erudito e encabrestado continua a totalizar o conteúdo das grades curriculares? Logo, o trabalho é inútil como o estudo, apesar de que em sentidos diferentes, sendo o mundo do estudante é uma extensão do mundo do trabalhador e não o contrário. Sendo assim, enquanto o trabalho for inútil, o estudo também o será. Já ouvi alguém dizer que a escola quer nos preparar para “o mercado de trabalho”. Como dissemos, produtividade na escola poderia se refletir no mundo adulto do indivíduo, culminando num punk, ou qualquer coisa assim.
Mas é evidente que a lógica do sistema não nos permite outra forma de captação de recursos por vias legais. Dessa maneira, a criminalidade vem aumentando, e eu não a condeno, pois a o responsável está sentado a beira piscina tomando champagne. Talvez não necessariamente responsável, mas principal colaborador para a manutenção desse sistema classista, esquecendo as inviabilidades de seu coletivismo burguês, raso e, como se pode observar, ineficiente.
Mas há os que insistem no trabalho. E o tornam objetivo de vida e principal valor. E esses insistentes são nada mais, nada menos que o setor majoritário da sociedade. O desenvolvimento e vanguarda das universidades públicas em pesquisa poderiam ser uma solução desde que dispusesse de recursos e apoio. Falo de pesquisas que caminhem para a superação do indivíduo enquanto beneficiário desta tecnologia para suprimir seu trabalho.
A construção de uma sociedade voltada para o desenvolvimento intelectual para a bem comum poderia ser muito melhor que uma voltada para a moral do trabalho, da penitência. Talvez não tenhamos muitos motivos para crer no fim do trabalho, mas sua redução poderia continuar sendo objetivo, muito embora a coletivização dos produtos oriundos da otimização da produção deveria ser feita em consenso e igualdade (esta, parte delicadíssima do processo). Lógico que apenas se a indústria cumprisse a demanda, mas não podemos nos esquecer que falamos de uma sociedade não consumista e sim preocupada com o bem estar social. Dessa forma eliminaríamos a contradição entre improdutividade letiva e luta contra a desigualdade social. Sem dúvida que este seria o caso de uma ampla reforma e ruptura radical da escola com o Estado e as grandes empresas. Mas o que é ponto fundamental é a mudança de objeto de estudo na escola, que só mudará com a possibilidade de acesso de outras moralidades e concepções no âmbito letivo.
De certo as morais formam um conjunto onde uma traz a crítica à outra e uma nasce em contraposição à outra no decorrer do processo histórico, num amplo processo dialético. Comportar todas no mesmo espaço é difícil... difícil de maneira que esse é principal o desafio da democracia. Desafio esse que não parece estar sendo desafiado.



Escrito por Sinistro.



 Escrito por Seborréia às 21h23
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O FIM DA ALIENAÇÃO DO TRABALHO OU A ASCENSÃO E QUEDA DE UM DEUS

Seis horas da manhã. O relógio do criado mudo desperta e arranca da cama avisando que mais um dia começou. O Café da manhã é rápido, quase automático. Em poucos minutos o homem se arruma, e da mesma forma que milhões de pessoas como ele, sai à rua e encara mais uma vez o cotidiano claustrofóbico do Trabalho. Começou a trabalhar aos dezesseis anos de idade e daí então não parou nunca mais. Ele sabe que o seu trabalho é uma tortura, mas não consegue imaginar o que faria se não trabalhasse. Melhor do que ser um vagabundo, pensa ele. Mas porque pensa assim???   Por um simples motivo: O VAGABUNDO É LIVRE, E ELE, NÃO.

Para entender o motivo da Provocação é necessário analisar dois pontos de vista antagônicos a respeito do mesmo tema:

"O princípio moral básico é o direito do homem ao seu trabalho. A meu ver não há nada mais detestável que uma vida ociosa. Nenhum de nós tem direito a isso. A civilização não tem lugar para ociosos."         HENRY FORD

"O próprio capital é a contradição em processo, pois tende a reduzir o tempo de trabalho a um mínimo, enquanto põe, por outro lado, o tempo de trabalho como única fonte de riqueza. Assim, por um lado, traz à vida todos os poderes da ciência e da natureza, para fazer com que a criação da riqueza seja independente do tempo de trabalho empregado nela. Por outro lado, pretende medir essas forças sociais criadas pelo tempo de trabalho e contê-las nos limites exigidos para manter como valor o valor já criado."        KARL MARX

Lendo a frase de Henry Ford, me veio à cabeça a figura cômica de um personagem do Chapolin Colorado, que repetia incessantemente o jargão "TIME IS MONEY" !!!!! HAUAHAUAHAUAHAU A caricatura perfeita de um americano ideal....

Já o longo trecho de Karl Marx evidencia uma contradição muito óbvia, assunto central do meu texto. O avanço das técnicas de produção faz com que a economia necessite cada vez menos da mão-de-obra humana. A mecanização da produção, tanto no campo como na cidade, é um processo irreversível. OU SEJA, O TRABALHO HUMANO NUNCA FOI TÃO INÚTIL. Ou seja, o TRABALHO, um valor que conduziu durante séculos tanto os tanto os sindicalistas, como capitalistas, patrões, empregados, ricos, pobres, cristãos, judeus, burgueses, proletários, camponeses, banqueiros, escravos, governantes e governados.....  SE TORNOU SUPÉRFLUO.

Um grito Niilista: " O DEUS-TRABALHO ESTÁ MORTO!! "

Porém, a sociedade em que vivemos nunca foi tanto "sociedade do trabalho". Em termos Morais, o único tipo de pessoa que pode ser respeitada é aquela pessoa que possui uma ocupação. O homem que não trabalha é inútil, vadio e desprezível. "Tudo pelo trabalho", foi o lema de um candidato à Prefeitura de São Paulo em 2004. Todos se mobilizando a favor do Trabalho. Sem questionar.

"Seu Malandro, Vagabundo SEM-VERGONHA!!! Dá o fora daqui!!!"

Todos louvando um Deus que já morreu. Todos entrando na multidão de escravos sem rosto, vendendo a sua vida a um sistema atrasado e vicioso. Mais um vez, o cadáver do Trabalho se arrasta levando consigo bilhões de almas.

QUEIMA!!!

>>>Ao som de MC5 >>> Motor City is Burning



 Escrito por Seborréia às 21h02
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Contradição

 

 CONTRADIÇÃO

 

Texto Escrito por Sinistro

 

     Um fenômeno bastante curioso vem se intensificado e consolidado nessa era pós-industrial. Grandes empresas estão terceirizando a produção, caracterizando uma nova era nada esperançosa...

    Alguns setores da produção industrial estão se especializando em atender grandes empresas. Através de uma troca simples de maquinário e reformulação da programação digital das operações que dão o tom dos processos produtivos, pode-se redirecionar a produção visando outro produto, ou seja, uma simples adaptação pode fazer uma fábrica que fabricava camisetas e fabricar bonés.

    A Nike (adoro esse exemplo), não tem mais que meia dúzia de fábricas espalhadas pelo mundo. Ela resolveu terceirizar a produção. Foi uma importante estratégia de gestão, já que possibilitou uma dinâmica de mercado impressionante. Delegando abacaxis como salários, pessoal especializado em produção industrial, encargos trabalhistas, entorno de estabelecimentos, dor de cabeça com processos trabalhistas (que pegam muito mal pra transnacionais de porte) e imobilidade de investimentos a um industrial designado para atender suas necessidades, a empresa fica muito mais flexível, dinâmica e versátil.

    Se, por algum motivo, a Nike julgar inadequado a produção em determinada localidade em virtude de dificuldade de escoamento, desastre natural, guerra civil, greve, rebelião, golpe de estado, falta de mercado local, inflação ou qualquer outro motivo ela poderá alterar sua unidade de produção com um e-mail, e nada terá de se responsabilizar por zicas trabalhistas, já que as cláusulas contratuais apontam a responsabilidade social à empresa à qual se delegou a terceirização. Habilidade jurídica não lhes faltam, acreditem. Sem esquecer do detalhe da mão de obra. Se as unidades de produção se concentrassem nos Estados Unidos, muito escoaria pelos ralos dos honorários... um profissional lá exigirá pelos seus serviços 6, 7 ou até 8 vezes mais que um brasileiro. O projeto do tênis é elaborado nos EUA, mandado pro Brasil, produzido aqui mesmo e finalmente conduzido de volta ao mercado americano, com distintas taxas alfandegárias

    Com essa facilidade no processo de produção de mercadorias, a Nike, além de recolher sua enorme fatia da margem de lucro dos diversos setores de atuação das unidades de produção terceirizadas (normalmente no 3º mundo, onde a mão de obra é barata), se concentrará em ampliar seu setor de marketing e propaganda, seus projetos de produtos futuros, tecnologias e materiais para mercadorias, além de promover estudo e análise da concorrência e posicionar a marca numa situação de privilégio e hierarquicamente opressora sobre as fracas indústrias nacionais. Vivem, enfim, do logo da Nike e não das fábricas.

    Esse sistema parece até ter um certo equilíbrio econômico, mas é muito pior do que pensamos. É sabido que as linhas de financiamento e crédito no Brasil são piadas. Esses dias o COPOM anunciou aumento da Selic pra 28,5%, o maior do mundo (sem figuração nenhuma de linguagem)! E também sabemos que o caixa disponível para financiamento de pequenas e médias empresas vem essencialmente de credores gringos, que não se cansam de elogiar o Brasil. Um dos maiores temores, que inclusive virou pauta exclusiva de argumentação, em negar a ALCA seria a ruptura do investimento estrangeiro no Brasil e na América Latina. Isso prova e comprova que a liquidez básica de investimentos é de fora, portanto, quem define as políticas de investimentos nessa porra são os grandes conglomerados econômicos, ou seja, as transnacionais.

    A partir disso, podemos concluir que ao mesmo tempo em que as transnacionais nos delegam a tarefa de produzir e industrializar para eles, nos privam de uma linha de crédito satisfatória, culminando em falência, moratória, desemprego, bancarrota e desastres sociais. Se por um lado eles ganham dinheiro com a terceirização da produção, por outro também ganham com essa política de investimentos que nos conduz à estagnação e desritmia econômica e social, já que gostamos tanto de responsabilidades contratuais e assumimos com orgulho as taxas de juros que eles impõe (propõe, em programação neuro-lingüística por eles usada). Tanto na capitalização dos títulos de dívidas quanto na terceirização de produção, eles levam a melhor.

    Pois é, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

    Solução: miolo de empresário baba-ovo de investidor gringo espalhado no tapete e muita coronhada, afinal, para um bom orgasmo, as preliminares são fundamentais.



 Escrito por Seborréia às 19h36
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Resistência Iraquiana

 

 

 

      O governo Bush se encontra atualmente em uma crise que nunca havia imaginado estar. A intervenção no Iraque está levando-o a um beco sem saída. Assim como a Guerra do Vietnã, que se iniciou nos anos 60, os Iraquianos estão se mostrando surpreendentemente corajosos em enfrentar as tropas invasoras.

Não é de hoje que os americanos se mostram para todo o planeta como a maior potência bélica da História. São bilhões de dólares gastos todo ano com investimentos em tecnologia militar. Mas em uma Guerra, tecnologia militar não é o único fator relevante para a vitória.No Vietnã, a superioridade militar dos Eua era incrivelmente assustadora. Quem conhece as bombas de Napalm sabe bem do que eu estou falando....

 

     “ O Napalm transforma uma superfície de 76 metros de diâmetro em um mar de chamas à temperatura de 800° a 1300° C , que não só queima a pele e carne das vítimas, como funde entre elas os seus ossos. Quando queima, absorve grande quantidade de oxigênio e produz monóxido de carbono, que se difunde em redor, de modo que quem se salva das queimaduras desfalece pela exalação de CO e não consegue afastar-se do local da explosão. Aumenta assim o número de vítimas, os seus corpos aguardando para entrarem em combustão.”

                          (Tribunal dos Crimes de Guerra – 1970)

 

      Com toda essa aparelhagem, acreditavam que a guerra duraria muito pouco. Ninguém acreditava na capacidade de resistência dos vietcongues. Se enganaram. O Vietnã resistiu, e prolongaram a guerra por mais de 10 anos. Resultado: O Império saiu da guerra humilhado e ridicularizado.

      Da mesma forma que aconteceu no Vietnã, os Iraquianos vêm se mostrando decididos em não desistir da Luta. E têm total razão. George W. Bush colocou o exército americano em uma guerra sem motivos, passando por cima do Conselho de Segurança da ONU. Criou inúmeras justificativas falsas para continuar a Guerra que seu pai começou nos anos 90. O povo Iraquiano sabe muito bem que o discurso americano de liberdade é falso. Estão impondo um regime artificial e ilegítimo a um povo que tem as suas raízes fincadas naquela terra há séculos. E a Resistência Iraquiana está decidida em lutar até as últimas conseqüências. Seja com uma arma na mão, uma bomba, um pedaço de pau, uma pedra, ou até mesmo um Coquetel Molotov.

    Os norte-americanos podem ter derrubado um Ditador e destruído toda a infra-estrutura física do Estado Iraquiano, mas não foram capazes de acabar com a vontade dos iraquianos que optaram por resistir.

 

Criançada, aí tem o Link de um jogo em Flash que se chama IRAQ INSURGENT. Divirtam-se:

http://www.albinoblacksheep.com/flash/iraqi.php

 

>>>>Ao som de Rage Against the Machine     >>>>>    Renegades of Funk



 Escrito por Seborréia às 20h25
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!!!! Senhor, Livrai-me do Pecado !!!!

Esse é o resultado do meu Dante's Inferno Test:

De 1 a 9, Level 6

Nível de Heresia: Extremo

Nivel de Luxúria: Muito alto

Além disso, apareceu que eu sou altamente Fraudulento, Malicioso e Oportunista

Pecadores, ainda hei de queimar no Fogo Do Inferno!!!!! E vou levar muita gente junto!!!!

Esse é o Link : http://www.4degreez.com/misc/dante-inferno-test.mv



 Escrito por Seborréia às 13h01
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TABELA DE VIADAGEM:

QUANTO AOS PRESENTES QUE GOSTA DE GANHAR:

Uma garrafa de cachaça ou whisky - MACHO

Uma peça de roupa - FINO

Doces, bombons, etc - MEIO VIADO

Flores e/ou perfumes - VIADAÇO

QUANTO AO USO DE CREMES E BRONZEADORES:

Não usa - MACHO

Usa um pouco no verão - SENSÍVEL

Usa bastante no verão - BICHINHA

Usa bastante o ano todo - BICHA TOTAL

QUANTO AO TRATAMENTE DE ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO:

Seu cão vive no quintal e come restos de comida - VARÃO

Seu cão vive dentro de casa, come ração especial e ele o acaricia - DELICADO

Ele acaricia muito o gato que dorme na sua própria cama - BICHA TOTAL

QUANTO AO TRATAMENTO DE PLANTAS:

Se alimenta de algumas delas - RAMBO

Têm algumas plantas no quintal que não são regadas - MACHO

Cuida de plantas e dos arbustos - FLORZINHA

Rega, poda e conversa com plantas e flores de seu jardim - BICHINHA PURPURINADA

QUANTO AO USO DO ESPELHO:

Não usa - VIKING

Usa somente para fazer a barba e pentear o cabelo - VAIDOSO

Admira sua pele e observa seus músculos - GAY

Igual ao gay, mas admira seu bumbum - LOUCA DESATADA

Admira-se com diferentes perucas, vestidos e maquiagem - TRAVESTI

QUANTO AO PENTEADO:

Não se penteia - MACHÃO

Penteia-se depois do banho - HOMEM

Penteia-se várias vezes ao dia - FRESCO

Penteia-se várias vezes ao dia e pinta o cabelo - BICHA

Penteia os outros e dá conselhos de penteado - BICHA LOUCA

QUANTO À LIMPEZA DA CASA:

Varre quando ouve a sujeira estalar sob a sola do sapato - ANIMAL

Varre quando o pó cobre o chão - MACHO

Limpa com água e detergente - FRESCO

Limpa com água, detergente  e aromatizante - MARIPOSA

Usa aspirador de pó - BORBOLETA

Quanto aos esportes prediletos:

Futebol, boxe, automobilismo - MACHO DE CARTEIRINHA

Tênis, boliche, voleibol - TENDÊNCIAS GAYS OCULTAS

Aeróbica, spinning - LOUCA

Os mesmo, mas usando short de lycra - EXTRA BOIOLA

QUANTO AOS PRATOS PREFERIDOS:

Capivara, javali, grandes animais assados, comida apimentada - Tarzan

Peixe e salada pra não engordar - SENSÍVEL

Sanduíches integrais, consomées - FRESCO

Aves acompanhadas de vegetais cozidos no vapor - BICHA

QUANTO AS BEBIDAS PREDILETAS:

Cachaça, cerveja, conhaque - MACHO

Whisky com gelo - HOMEM

Capifruta, frozen - MEIO GAY

Sucos de frutas comuns e licores muito doces sem álcool - FRUTINHA

Suco de açaí e outras frutas exóticas, como carambola e cupuaçu - TOTALMENTE GAY

QUANTO À HIGIENE PESSOAL:

Toma banho em 5 minutos, usa sabão em barra e lava suas cuecas - LEGIONÁRIO

Toma banho rápido, usa xampu, mas nem encosta no fiofó - VARÃO

Demora mais de meia hora e usa sabonete líquido - TENDÊNCIAS GAYS OCULTAS

Toma banho com sais e espuma na banheira - VIADO ASSUMIDO

QUANTO À CERVEJA:

Gelada e em grandes quantidades - MACHO

Só uma para matar a sede no calor - BICHICE SOB CONTROLE

Com limão e sal - BICHA

Sem álcool - SUPER BICHA



 Escrito por Sinistro às 10h29
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Finalmente, depois de uma longa e triste espera eu consegui voltar a postar no Coquetel Molotov....
E hoje é dia de tirar um sarro com essa charge que eu achei no Blog do Allan Sieber. Se liga só!



 Escrito por Seborréia às 15h20
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Voltei a postar. Mas não vou colocar nenhum texto de minha autoria. Só vou colocar um conto que achei bacana.

Zap

Moacyr Scliar

Não faz muito que temos esta nova TV com controle remoto, mas devo dizer que se trata agora de um instrumento sem o qual eu não saberia viver. Passo os dias sentado na velha poltrona, mudando de um canal para outro — uma tarefa que antes exigia certa movimentação, mas que agora ficou muito fácil. Estou num canal, não gosto — zap, mudo para outro. Não gosto de novo — zap, mudo de novo. Eu gostaria de ganhar em dólar num mês o número de vezes que você troca de canal em uma hora, diz minha mãe. Trata-se de uma pretensão fantasiosa, mas pelo menos indica disposição para o humor, admirável nessa mulher.

Sofre, minha mãe. Sempre sofreu: infância carente, pai cruel etc. Mas o seu sofrimento aumentou muito quando meu pai a deixou. Já faz tempo; foi logo depois que nasci, e estou agora com treze anos. Uma idade em que se vê muita televisão, e em que se muda de canal constantemente, ainda que minha mãe ache isso um absurdo. Da tela, uma moça sorridente pergunta se o caro telespectador já conhece certo novo sabão em pó. Não conheço nem quero conhecer, de modo que — zap — mudo de canal. "Não me abandone, Mariana, não me abandone!" Abandono, sim. Não tenho o menor remorso, em se tratando de novelas: zap, e agora é um desenho, que eu já vi duzentas vezes, e — zap — um homem falando. Um homem, abraçado à guitarra elétrica, fala a uma entrevistadora. É um roqueiro. Aliás, é o que está dizendo, que é um roqueiro, que sempre foi e sempre será um roqueiro. Tal veemência se justifica, porque ele não parece um roqueiro. É meio velho, tem cabelos grisalhos, rugas, falta-lhe um dente. É o meu pai.

É sobre mim que fala. Você tem um filho, não tem?, pergunta a apresentadora, e ele, meio constrangido — situação pouco admissível para um roqueiro de verdade —, diz que sim, que tem um filho, só que não o vê há muito tempo. Hesita um pouco e acrescenta: você sabe, eu tinha de fazer uma opção, era a família ou o rock. A entrevistadora, porém, insiste (é chata, ela): mas o seu filho gosta de rock? Que você saiba, seu filho gosta de rock?

Ele se mexe na cadeira; o microfone, preso à desbotada camisa, roça-lhe o peito, produzindo um desagradável e bem audível rascar. Sua angústia é compreensível; aí está, num programa local e de baixíssima audiência — e ainda tem de passar pelo vexame de uma pergunta que o embaraça e à qual não sabe responder. E então ele me olha. Vocês dirão que não, que é para a câmera que ele olha; aparentemente é isso, aparentemente ele está olhando para a câmera, como lhe disseram para fazer; mas na realidade é a mim que ele olha, sabe que em algum lugar, diante de uma tevê, estou a fitar seu rosto atormentado, as lágrimas me correndo pelo rosto; e no meu olhar ele procura a resposta à pergunta da apresentadora: você gosta de rock? Você gosta de mim? Você me perdoa? — mas aí comete um erro, um engano mortal: insensivelmente, automaticamente, seus dedos começam a dedilhar as cordas da guitarra, é o vício do velho roqueiro, do qual ele não pode se livrar nunca, nunca. Seu rosto se ilumina — refletores que se acendem? — e ele vai dizer que sim, que seu filho ama o rock tanto quanto ele, mas nesse momento zap — aciono o controle remoto e ele some. Em seu lugar, uma bela e sorridente jovem que está — à exceção do pequeno relógio que usa no pulso — nua, completamente nua.

 

 



 Escrito por Samuka às 20h50
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E aí, galera....

Bom.... Tá todo mundo voltando pras aulas da Federal....

E eu trombei o Samuel que falou que já tá aprontando um texto pra postar aqui!!

Enquanto ele não publica eu tô aqui pra avisar que logo mais o BLOG vai tá de cara nova, com a mudança de Template....

Continuem entrando aí que logo mais vai ter coisa nova....

Coquetel Molotov cada vez mais Delinquente.....


Este Blog não se responsabiliza pela conduta de seus integrantes.



 Escrito por Seborréia às 21h30
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B2 viado...

 Escrito por Sinistro às 10h33
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Formação Cultural do Brasil: De onde viemos e para onde vamos

 

Esse texto foi extraído da Revista Caros Amigos do último mês, e mostra de forma criativa como é a formação cultural única de nosso país....

Mas antes de mais nada, um retrato da nossa rainha......(que barriguinha!!!)

 


Por Castelo

História do Brasil pelo método obtuso

O Brasil foi descoberto em 1500 pelo português Pedro Álvares Cabral.

O lugar ficou muitos anos sem nome, pois os colonizadores não chegavam a um consenso. Chamaram-no primeiro de Terra de Santa Cruz, depois de Pindorama e até de Joaquinzinho, numa homenagem ao marinheiro que primeiro avistou o Monte Pascoal.

A pedido do Rei de Portugal, Dom João VI, os colonizadores passaram a tomar posse de Joaquinzinho do litoral para o interior.

Foram semeando igrejas católicas e padarias em cada freguesia até que o país tomasse as feições que tem hoje: um enorme bacalhau.

Em seus primeiros anos, Pindorama era formado por índios. Depois por negros, brancos, mamelucos e cafuzos.

Hoje, o país tem uma formação social totalmente diferente daquela época do Descobimento. Rappers, pagodeiros, skinheads, evangélicos, artistas da Globo , mauricinhos, garotas de programa, patricinhas e plínios são a base da sociedade.

O país tem dimensões continentais, e - fora a língua inglesa - só um fator que o une: do Oiapoque ao Piauí, alguém já foi assaltado pelo menos uma vez.

O Brasil é uma democracia teocrática com influências fascistas, monárquicas, anarquistas e rosaluxemburguistas. Desde que virou uma República, o país tenta encontrar um dirigente que traduza o espírito de seu povo. Talvez se o Padre Marcelo, além de representante de Deus, fosse militar, comunista e a favor da volta do Rei, teríamos um representante forte para guiar a nação. O Rei Roberto Carlos, se se tornasse bispo evangélico, aderindo às idéias de Kropotkin e se colocando à direita do PFL, também seria uma opção.

Mas até hoje, excetuando-se Hebe Camargo, não se chegou a uma figura que resuma a civilização brasileira.

Nosso país é atualmente governado pelo FMI, pela Organização Mundial do Comércio e pelo Banco Mundial.

Cada um dos Presidentes do FMI, OMC e BID tem direito de influir na política socioeconômica, externa e geopolítica do país, além de poder bimestralmente chutar e quebrar os objetos da mesa de despachos do Presidente da República.

O Poder Moderador é feito pela Rede Globo de Televisão, uma emissora tão poderosa que pode transformar qualquer cidadão honrado em Paulo Maluf em questão de segundos. E vice-versa.




 Escrito por Seborréia às 23h41
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Olha as eleições aí gente!

                                                      Homens Públicos

 

        Um pirulito ao primeiro que definir universalmente e absolutamente o que política! Do que exatamente é constituída a política? A definição acadêmica costuma oscilar em torno do seguinte: é uma atividade de caráter público na qual se buscam solucionar problemas administrativos de determinada comunidade.

        Entretanto, o que se percebe é o sepultamento do sentido da palavra “público” concomitando com a introdução de aspectos individuais na vida pública. O individual está dominando o público.

        Permita explanar com mais lucidez (não é meu forte, mas vamo lá): comecemos partindo do lar. A casa é, principalmente nos tempos modernos, o local de mais intensa manifestação de individualidade. É o refúgio que temos do mundo, é um espaço onde se pode andar de cueca, fumar maconha, falar palavrão, trepar, arrotar e outras atividades impolidas diversas sem que a sociedade o reprima, é quando se deixa de ser uma pessoa pública. Até mesmo um certo ar sacro circula em torno da idéia de lar. Um bom exemplo concreto disso são as cercas elétricas, os seguranças privados, os cães de guarda, câmeras, etc. Estes elementos não são encontrados ao redor de onde os mesmos cidadãos comem no horário de almoço, nem ao redor de sua mesa do escritório, nem em nenhuma outra localidade exclusa do ambiente privado.

        Alguém lembra das últimas campanhas eleitorais para a Presidência da República? A exemplo do candidato tucano: Sr. José Serra, médico e os caraio, pai de família, diplomado, não bebe, não fuma, não cheira, sujeito estável e bem preparado. No seu horário eleitoral na tv filmou sua casa, ele abraçando os filhos num lindo quintal com o gramado verdinho, verdinho... um lindo dia ensolarado, o irrigador artificial ligado, o candidato afagando seu cão labrador juntamente de seus filhos, almoçando com a família, passando a salada ao caçula e suco de abacaxi à esposa, sempre salientando que a comida que eles comem, apesar de geneticamente manipulada, é muito saudável, segundo o Fantástico.

        Enfim, buscou-se um perfil, mas não um perfil público. Aquilo foi a tentativa de eleger o José Serra particular, e não o José Serra público.

        Essa tendência vem se confirmando a cada eleição. Foi-se os tempos da velha Atenas, em que se trazia a vida pública pra dentro de casa. Os homens maltratavam as mulheres e iam para a praça discutir os problemas da polis. Ao passo que se desenvolviam relações pouco saudáveis no lar, o sentimento público florescia, o “nós” era mais importante que o “eu”. Não que o individualismo seja exclusivo da modernidade, mas acredito que a identidade coletiva já chegou a ter aplicações mais efetivas em tempos pretéritos. Busca-se a glória pelo “nós”. Os grandes imperadores, conquistadores, generais, gladiadores, entre outros charlatões de puteiro não sentiam necessidade nenhuma de expor sua vida pessoal. Bastava que desfilassem pelas ruas com vibrantes cidadãos ao redor o enlevando. A glória não existia individualmente, não podia existir uma glória em si mesmo, clamada unicamente pelo indivíduo glorificado. A glória sempre foi um fenômeno público, pois significava a busca por reconhecimento alheio. Hoje se verifica o inverso, verifica-se o “eu” acima “nós”.

        Assim circunstanciados, os termos da política atual induzem à manipulação psicológica. Assim como o candidato que diz: “...a economia do país deve ser conduzida do mesmo modo que se conduz a economia de nossas casas: se no final do mês o orçamento fica apertado deve-se rever os gastos, blá blá blá....”. Isso é simplesmente ridículo. É uma apelação com requintes de condicionamento psicológico para a aceitação do candidato. É evidente que o sistema econômico e a balança de pagamentos do país sugere uma complexidade incalculavelmente superior em relação à de uma residência simples. Mas a relação entre o indivíduo e sua casa é tão estreita que o coitado é seduzido pela palestra populista travada pelo candidato.

        Falta, em termos gerais, distinção entre o público e o privado, equilibrar a balança “eu”/”nós”. Caso contrário arrume um planeta só pra você...

 Escrito por Sinistro às 02h47
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                                                                    Autonomia do Mercado

 

 

     Adam Smith colocou no mundo sua teoria liberal há muito tempo atrás. No entanto, intensificaram-se na última década as políticas econômicas liberais que sugeriam livre regulamentação do mercado financeiro.

     Os mesmos que acreditavam em cegonhas também passaram então a crer que o mercado não era excludente e que a livre disputa comercial seria capaz de estabelecer padrões de preço, de produção, inclusive de promover o bem estar social.

     Acontece que o “Mercado” tem sido um mau menino. Tem se comportado mal e promovido muitas travessuras, tais como priorizar os benefícios de seus operadores. O Mercado simplesmente ameaça aqueles que põe em risco sua estabilidade e seus lucros obtidos em especulações, gerando medo, instabilidade e até mesmo corte ao acesso de recursos financeiros tais como crédito.

     O que realmente fode é que o sistema se consolidou. Muitos dispêndios e encargos administrativos foram criados para justificar a taxa de juros, por exemplo. Tantas coisas passaram a influenciar na taxa que se elevou extraordinariamente a mesma. Risco de inadimplência, encargos administrativos, o próprio lucro, etc contribuem para elevar a taxa. E sempre os bancos tentam apelar para intervenções financeiras dos Bancos Centrais, que só devem ser acionadas em caso de falência do “beneficiário” do empréstimo. Apelações essas cada vez mais bem sucedidas. Essa política do “veja bem” dos bancos – consolidação dos aspectos financeiros do mercado mundial – mostra que os bancos estão aí pra fazer dinheiro.

     E desta ânsia de tirar das mãos dos Estados soberanos o mercado que os bancos tentam consolidar seus lucros, zelar pela segurança e previsibilidade de suas aplicações, dispor de todo mecanismo que possa ressarcir seus cofres da inadimplência e principalmente obter lucro.

     Esse comportamento financeiro, afinal, é extremamente contraditório à teoria de redistribuição de renda e prosperidade de Adam Smith. O que se tem por realidade é o desemprego, ineficiência produtiva, burocracia, inacessibilidade ao crédito, recessão ou inflação, política salarial desligada da referência inflacionária, controle absoluto de capitais especulativos estrangeiros, intervenções econômicas de curto prazo, fracasso do Estado enquanto corpo empresarial, imobilidade produtiva (relembrando a questão do crédito), incoerência produtiva (investimento/produção), medo da reação do mercado (este sob alicerces especulativos) e finalmente total dependência do quadro econômico mundial.

     Dessa maneira, fica difícil crer no desenvolvimento sustentável, já considerando as responsabilidades fiscais e contratuais que o governo vem assumindo perante o FMI. Desta forma, mais uma vez, venho a propor uma nova proposta de redistribuição e equidade de recursos:

 

-         Formação de quadrilha

-         Aquisição de armamento bélico pesado

-         Violência na implosão e nos saques dos prédios de grandes redes financeiras

-         Utilização de máscaras e luvas para dificultar a identificação

-         Eficiência na comunicação tática

-         Fazer o gerente de cachorrinho, mandar sentar, latir, rolar, fingir de morto...

-         Não ter dó de quebrar nada

-         Buscar sempre o prejuízo para o banco

 

Já que o Mercado não se comportou direito, são necessárias algumas palmadas no bumbum. Humpf... Moleque malcriado e sem juízo...



 Escrito por Sinistro às 10h56
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